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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quinta de São João Cuvée RB - 2013

Lá se vão 2 anos e um dia desde que provamos este Quinta de São João pela primeira vez. Naquela ocasião, ainda estávamos na safra 2010. Este português do Tejo imediatamente tornou-se uma de nossas opções favoritas para o dia a dia, em razão de sua expressividade e preço acessível. Com o passar do tempo, o 2010 mostrava-se gradativamente cansado, afinal, seis anos em garrafa não é para qualquer um. Eis que encontramos, então, esta safra 2013, que promete reviver as glórias do passado. O corte mudou um pouco: Touriga Nacional e Tinta Roriz permanecem no time; Castelão e Trincadeira dão lugar a Syrah, Merlot e Touriga Franca. Um time mais internacionalizado, pode-se dizer. Vejamos.
Coloração rubi intensa, quase opaco no centro. No nariz, notas muito pronunciadas de frutas negras em compota, um verdadeiro amálgama primordial de amoras e ameixas. Lampejos ocasionais de madeira e ervas aromáticas se fazem sentir, mas a tonalidade principal é claramente frutada. Em boca, é redondo e equilibrado, com taninos muito macios e equilibrados escoltando a expressão frutada. Definitivamente, permanece um belíssimo custo benefício na faixa de trinta e poucos reais!

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Solar das Bouças - Vinho Verde - 2014

O Solar das Bouças já frequentou estas paragens bloguíferas. Em outra ocasião, a encarnação 2013 desse Vinho Verde nos agradou pela vivacidade com toques de complexidade. Um ano depois, este varietal Loureiro retorna já na safra 2014, ainda pelas mãos do experiente Álvaro Van Zeller.

Visual dourado intenso, com muitas pequenas bolhas difusas, quase espumante. No nariz, combina frutas como maçã verde e melão a uma nítida nota vegetal, estilo resina. Em boca, tem bom nível de acidez, sem chegar a picar a língua. Pareceu menos cítrico do que o 2013, mas ainda bastante interessante. Vale a pena buscar!
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Quinta de Pancas Tinto - 2014

Já provamos por aqui diversas propostas interessantes da Companhia das Quintas, conglomerado português que reúne uma “herdade” e três quintas. Dentre estas últimas está a Quinta de Pancas, situada a poucas dezenas de quilômetros de Lisboa e comandada pelo enólogo Gilberto Marques. A Casa, além de cultivar uma bela quantidade de cepas diferentes, dispõe de extensa gama de produtos. Este Quinta do Cardo Tinto é uma das propostas mais humildes da Casa e consiste em um corte de Tinta Roriz, Cabernet Sauvignon, Merlot e Touriga Nacional. Há estágio em carvalho francês por seis meses.
Visual rubi claro, translúcido. No nariz, frutas vermelhas frescas, combinadas a alguma especiaria e madeira, que aparecem de maneira tímida. Não há muita coisa acontecendo por aqui. Em boca, é suave, redondo e agradável, com notas simples de frutas. Boa proposta para o dia a dia.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Burmester Jockey Club Tawny Reserve

Poucas coisas nessa vida são mais reconfortantes do que uma taça de Porto. A bebida, no entanto, vem sendo sistematicamente relegada à função de digestivo ou acompanhamento de sobremesas. Nada mais triste. Hoje, provamos essa proposta da Burmester, que passa por envelhecimento de sete anos em carvalho. Teoricamente, a classificação Tawny Reserve deve nos reservar alguma qualidade a mais do que os simples Tawny.

Coloração ocre, alaranjada, ainda vívida. No nariz, muita madeira, secundada por notas de amêndoas, nozes, ferrugem e frutas secas. Ainda há uma bela intensidade frutada, o que poderia sugerir algum espaço para envelhecimento. Em boca, o teor de açúcar é contrabalançado por reflexos de frutas, caramelo e café. Um interessante Porto, que parece ainda ter potencial para alguns anos de evolução.
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Vinha do Bispado - CARM - 2013

Um dos mais interessantes aspectos de se manter uma plataforma de escrivinhação e registro enológico como esta que nos acompanha há mais de um lustro é, por certo, a oportunidade de se construir uma certa memória, um certo repertório vinícola. Qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com este post, publicado há quase quatro anos, em que provamos esse mesmo Vinha do Bispado em sua safra 2010? A possibilidade de compararmos nossa impressão a respeito do mesmo vinho, ainda que em diferentes safras, é muito interessante. Pois bem. No decorrer desses dois anos que separam as duas safras, o corte do Vinha do Bispado permaneceu o mesmo, ao menos em termos de variedades: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O rótulo, por sua vez, mudou. E como ficou bonito!

Coloração rubi escuro, quase opaco. No nariz, um amálgama de especiarias como alecrim e pimenta do reino junta-se a discretas frutas em compota e toques equilibrados de madeira. Em boca, é potente e marcante, com muito corpo. Traz frutas, caramelo e café num final longo e agradável. Excelente!
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quinta Essência - Quinta do Casal da Coelheira - 2012

Diretamente da Terrinha vem uma interessante proposta da Quinta do Casal da Coelheira. A casa, que conta com 250 hectares de terras às margens do Rio Tejo, é comandada pela terceira geração da família proprietária e deve seu nome à abundante população de coelhos que frequenta as terras. Este Quinta Essência é um corte de Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Touriga Franca e estagiou em carvalho americano por oito meses.

Visual rubi intenso, mas com evidente halo que começa a revelar alguns tons de ocre, denotando evolução. No nariz, é potente, trazendo muita fruta vermelha fresca (cerejas, framboesas, groselha) junto a toques agradáveis de madeira bem integrada e notas discretas de especiarias do gênero louro. Muito elegante. Em boca, mostrou, novamente, muita potência e expressividade, cobrindo a língua com frutas e toques minerais-especiados. Final médio. Uma excelente e acessível proposta.
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Herdade do Esporão - Duas Castas - 2014

A Herdade do Esporão dispensa maiores apresentações, já que constitui uma das principais forças da vinicultura portuguesa. Surpreendentemente, provamos um número incrivelmente reduzido das interessantes propostas da Casa, situada no lugarejo de Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, eleita Cidade Europeia do Vinho para a temporada 2015. Este Duas Castas, por exemplo, ao lado de seu irmão tinto, o Quatro Castas, quer nos apresentar as virtudes de um corte de cepas autóctones portuguesas pouco conhecidas mundo afora: são 60% de Arinto e 40% de Gouveio. Não há qualquer passagem por madeira.
Visual dourado palha intenso. No nariz, toques sofisticados: delicadas notas minerais se misturam a algo tendente ao químico, como gasolina. As frutas brancas ficam em segundo plano. Em boca, a acidez é equilibrada, suficiente para interessar sem afugentar. Um branco português intrigante e complexo, muito bom para fugir da mesmice.
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segunda-feira, 28 de março de 2016

JP - Seleção do Enólogo - 2014

O JP é um clássico da extensa gama da tradicional Bacalhôa, uma das mais prestigiosas vinícolas portuguesas. Trata-se de uma proposta simples, originária da Península de Setúbal, sub-região que é a casa da uva Castelão. De fato, é essa a cepa que compõe a maior parte do corte (53%) desse “Seleção do Enólogo”, que não passa por madeira. O restante do corte é composto por Syrah e Aragonez.
Visual rubi de média intensidade, sem chegar a ser completamente opaco. No nariz, um perfil frutado simples com alguma cereja, cassis e um ou outro nuance mais mineral. Em boca é agradável, bem presente, com perfil intenso de frutas vermelhas frescas. Uma proposta direta e descomplicada, que não deveria custar muito.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Muros de Vinha - Quinta do Portal - 2011

Hoje temos um portuguesinho descontraído, sem muitas pretensões. Este duriense vem da gigante Quinta do Portal, um corte de 40% Touriga Franca, 40% Tinta Roriz e 20% Tinta Barroca, coordenado pela batuta do enólogo Paulo Coutinho. 25% do vinho passa por nove meses de carvalho francês.
Visual rubi escuro, denso e opaco. Mesmo com cinco anos de vida, não há sinais visíveis de evolução. No nariz, especiarias se destacam. Louro, orégano, pimenta do reino. Frutas vermelhas discretas ao fundo. Em boca é macio e sedoso, com taninos leves e redondos, sem muita expressão. Bom vinho, sem destaques.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Portas da Herdade Branco - 2013

    Já provamos por aqui uma das produções de alto nível da Herdade da Farizoa, um dos grandes nomes do Alentejo. Hoje, temos uma proposta mais simples. Este Portas da Herdade Branco é um corte das autóctones e tradicionais Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. Não há passagem por madeira.
    Visual dourado claríssimo, pálido. No nariz, frutas tropicais e ervas estilo grama. Em boca, é denso e potente, cobrindo a língua com excelente expressão frutada. Muito agradável, excelente custo-benefício. Vale a pena procurar.
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domingo, 21 de junho de 2015

Quinta do Portal - Grande Reserva - 2009

A Quinta do Portal é um dos mais tradicionais nomes da região do Douro. Tradicionalmente ligada à produção de Vinho do Porto, a Casa, até hoje empreendimento estritamente familiar, passou por grande processo de modernização no decorrer da década de 90, vindo a produzir tintos amplamente aclamados pela crítica. A vinícola se orgulha de ter sido a primeira na região do Douro a utilizar a designação Grande Reserva para se referir aos vinhos mais especiais, elaborados apenas em anos propícios. Este 2009, que recebeu 92 pontos RP, é um corte de 60% Touriga Nacional, 30% Tinta Roriz e 10% Touriga Franca. Há estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso.
Visual rubi negro muito intenso, quase impenetrável. No nariz, muita fruta em compota, muito denso, carnudo e suculento. Há alguma especiaria, mas a tônica aqui é direta, frutada, sem floreios. Em boca, mostra bom corpo, com taninos muito vivos e intensos, que ajudam a contrabalancear toda a suculência. Um vinho grande e opulento, sem qualquer sinal de cansaço.

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fronteira - Quinta da Fronteira - 2013

Há cerca de um ano provamos este português, ainda em sua safra 2011. O resultado foi arrebatador. Uma belíssima proposta da Companhia das Quintas, que se destacava pela intensidade conjugada a complexidade, tudo isso a um preço muito atraente. Hoje, surge a oportunidade de provar a safra 2013 e verificar se o surpreendente português continua a mostrar sua mágica. O corte mudou bastante. Esse 2013 traz 80% de Tinta Roriz, 15% de Touriga Franca e 5% de Touriga Nacional.
Visual rubi muito negro, intenso e opaco. O 2013, mesmo com corte totalmente diverso, ainda preserva características do 2011: muita intensidade de frutas, potente e expansivo. Não há tanta presença de elementos herbáceos, puxando mais para as especiarias. Pareceu um pouco menos complexo do que o 2011, mas não deixa de ser um excelente vinho, especialmente considerando que pode ser encontrado por menos de R$ 30.
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Solar das Bouças Vinho Verde - 2013

O inverno vai chegando e as temperaturas vão caindo. Para o amante dos Vinhos Verdes, porém, sempre é tempo de se deliciar com a mistificante acidez e a divertida explosão frutada que os Verdes podem trazer. Este Solar de Bouças, um varietal Loureiro, é uma criação de Álvaro Van Zeller, um dos grandes nomes do Vinho do Porto.

Coloração dourada intensa, com leve frisante. No nariz, uma bela combinação de maçã verde, grama, pêra, limão e até algumas nozes ao fundo. Em boca mostra toda a acidez e a vivacidade que se poderia esperar, com intensa e pungente personalidade frutada. Excelente opção para qualquer dia do ano.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Novidade lusa: Ripanço - 2013

Hoje temos novidade. O Ripanço é um lançamento da tradicional José Maria da Fonseca, originado em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo. O nome decorre da técnica de desengace manual das uvas, uma tradição ancestral, típica do Sul de Portugal. Introduzido pelos romanos, o Ripanço consiste em rolar manualmente os cachos de uva por uma mesa composta por várias ripas transversais. A ideia é evitar a acidez e os taninos provenientes do engaço e produzir um vinho um pouco mais macio e com maior teor de açúcar residual. O corte foi feito nas seguintes proporções: 48% Syrah, 32% Aragonez e 20% Alicante Bouschet. Há estágio de seis meses em carvalho francês e americano de primeiro uso.
Visual rubi obscuro e intenso, quase opaco. No nariz, predominam fortes notas de frutas vermelhas em uma densa e intensa compota. Por vezes, um ou outro toque especiado. Em boca, o teor de açúcar mais pronunciado se faz sentir, mas não chega a incomodar. É, basicamente, uma geléia de frutas do bosque. Uma interessante técnica, que produz um vinho que pode agradar a muitos paladares mais modernos.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Herdade da Farizoa - Seleção do Enólogo - 2012

A Herdade da Farizoa é mais uma das propriedades que compõem a Companhia das Quintas. Produzido pelos experientes João Correia e Nuno do Ó, este corte de Aragonez, Touriga Nacional, Syrah e Alfrocheiro estagia por dezoito meses em carvalho francês.
Denso visual rubi, com reduzido halo. No nariz, frutas vermelhas combinam-se a um nítido toque especiado e mineral. Basicamente uma mistura de louro, pimenta do reino, cerejas, groselha, pedra e terra. Em boca, tem corpo médio, mostrando-se mais contido do que se poderia esperar, mas nem por isso menos interessante. Taninos muito macios, num final médio que remete a especiarias. Vale a pena procurar.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Barganha Alentejana: Carmim - Pátria - 2013

    Não é mais mistério para ninguém que Portugal consiste em uma espécie de paraíso para o enófilo consciencioso de suas economias. Brancos estupendamente refrescantes, tintos cheios de personalidade, tudo a preços muito convidativos. Por aqui mesmo, já tivemos inúmeras demonstrações do porquê devemos estar sempre atentos às aprontações da terrinha em matéria vitivinícola. Ultimamente, fui surpreendido por uma proposta muito em conta do conglomerado Carmim, uma cooperativa que reúne cerca de mil produtores no Alentejo. Este Pátria, um tradicional corte de Castelão, Aragonez e Trincadeira que não passa por madeira, pode ser encontrado por menos de R$ 20.
    No visual, um rubi translúcido. No nariz, frutas simples e diretas acompanhadas por algum fumo. Sem rodeios. Em boca, densidade, peso e corpo não facilmente encontráveis nessa faixa de preço, uma explosão frutada com um agradável final que dura mais do que se poderia esperar. É realmente difícil brigar com os portugueses no quesito barganhas enológicas!
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domingo, 13 de julho de 2014

Aliança - Bairrada Reserva - 2013

    Hoje experimentamos mais um componente da extensa gama da gigante Aliança. Curiosamente, esse Bairrada Reserva, que é um corte de Maria Gomes e Bical, não consta do site da produtora. O contrarrótulo, por sua vez, é lacônico. Vamos ao que interessa.
    Visual dourado pálido, com leves reflexos esverdeados. No nariz, predominam as notas cítricas, com limão e algum abacaxi em primeiro plano. Em boca, é leve, simples e descomplicado, com boa dose de acidez que lhe confere refrescância. É daqueles para se beber despreocupadamente, sem maiores reflexões…
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Portugal estupendo: Fronteira - Quinta da Fronteira - 2011

    A Companhia das Quintas é formada por cinco propriedades portuguesas de renome: dentre elas está a Quinta da Fronteira, representante da região do Douro. Na gama da casa, capitaneada pelos enólogos Nuno do O e João Corrêa, este Fronteira ocupa a posição mais humilde, sendo composto por 40% de Touriga Nacional, 35% de Touriga Franca e 25% de Tinta Roriz, com seis meses de estágio em barricas de carvalho francês. O retrospecto da crítica  é muito promissor, com 90 pontos da Wine Spectator e 88 da Wine Enthusiast. Vejamos!
Visual rubi muito intenso, com discretíssimo halo. No nariz, a marca instantânea da qualidade. Sem qualquer tipo de aviso, uma batelada de frutas negras maduras são despejadas diretamente em seu sistema nervoso central. Mas não é só. Há ervas, menta, eucalipto. Há madeira. Há especiaria. Integração e elegância. Potência e controle. Total surpresa. Em boca, densidade, corpo, estrutura e tanino, com o álcool sob controle. O meio de boca frutado termina em final médio cheio de repiques de ferrugem, café e terra. Impossível encontrar tamanha qualidade, concentração e finesse na faixa dos R$ 40. Está aí a melhor descoberta de 2014. Até agora!  
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Foral Reserva - Aliança - 2010

    A Quinta dos Quatro Ventos é uma das várias propriedades que compõem os domínios da gigante portuguesa Aliança. É de lá que, apenas nos melhores anos, sob a chancela do enólogo Clemente Almeida, sai o Quinta dos Quatro Ventos Reserva, que já se tornou um ícone do Douro Superior. Logo abaixo da linha Quinta, temos o Foral, uma interessante proposta composta por Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. No caso do Reserva, há estágio de doze meses em carvalho francês.  
    


   

    Visual escuro, denso, mas com halo evidente. No nariz, o uso intenso de madeira logo se sobressai, com carvalho por todos os lados. Há um certo especiado, também, mas é difícil identificar outras notas debaixo do mar de madeira. Em boca é, de novo, monítico e monótono. Unidimensional, demonstra perfeitamente como o uso excessivo de madeira pode acabar por matar qualquer tipo de expressão que a uva possa tentar ter. Triste.

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domingo, 19 de janeiro de 2014

Refrescando o verão: Casa de Vila Verde - 2012


    O Vinho Verde é uma bela opção para estes tempos tórridos de verão. Leve, fácil, com baixo teor de álcool e cheio de um frutado refrescante, o Verde é também acessível e fácil de encontrar. Estranhamente, falamos pouco dele por aqui. É evidente que, em razão dos altos volumes produzidos (em 2013 foram cerca de 75 milhões de litros) a qualidade pode variar bastante de produtor para produtor.  A Casa de Vila Verde é uma das mais tradicionais vinícolas da região dos Vinhos Verdes. São produzidos apenas um Alvarinho e um Vinho Verde, este último composto por Arinto, Loureiro e Trajadura.
    Visual dourado discreto, pálido. No nariz, é muito intenso e perfumado, com uma base de frutas brancas frescas e algumas elegantes sugestões florais . Em boca é mais contido, mas cumpre bem o papel de refrescar. Muito agradável. Certamente um dos melhores Verdes que já provei. Custa R$ 39,90 na Casa RioVerde.
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